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| Foto de Marc Ferrez |
Mas eu queria explicar.
É verdade que eu tinha revisto o filme do Woody Allen na véspera, pura poesia. Mas foi só o gancho. Eu estava mesmo nostálgico. O mês de janeiro foi barra para a muy heroica cidade.
Eu pensava que o desabamento do prédio na 13 de Maio, uma rua tão familiar, tinha sido a gota d'água. Mas não. Acidente no teatro. Rapina nos escombros. Outro bueiro, dessa vez com morte. A porrada foi tão forte que o rapaz foi lançado a 20 metros de altura. Eu costumo fazer graça quando as explosões são mais ou menos inofensivas, mas com morte não vale.
Vade retro, janeiro! Que fevereiro nos seja leve, com um belo carnaval.

Um comentário:
Joel Bueno,
Gostei da descrição do seu perfil, ex-tudo, profissão vagabundo. Perfeito. Todos nós somos ex alguma coisa, eu tenho também o meu lado "vagabunda" (não fazer nada) e seremos futuros ex-sobreviventes.
E, como você mesmo diz, vivemos o "Meia-Noite no Rio". Também vi Meia Noite em Paris e, quando saí do cinema, comparei os muros de pilastras que existem na Glória, com os que aparecem no filme. É um desgosto só viver numa cidade tão bonita como o Rio sofrer ao abandono de péssimas administrações.
Um abraço
Lucia Regina
http://wwwnarrativasbreves.blogspot.com/
P.S. Estou seguindo o seu blog. Siga o meu também..
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