Chip
A seleção inglesa é inglesa demais. O futebol da ilha evoluiu muito com a globalização. O time nacional parece um fóssil daquilo que se jogava lá no tempo dos estádios inseguros e dos campos de lama. É aquele 4-4-2 quadradão, com muita bola cruzada na área e muita correria. Ainda por cima, o Lampard está machucado. A criatividade fica por conta do Gerrard, e só.
A Ucrânia é esforçada, joga a Copa em casa e tem o Shevchenko. Este é craque. Mas já tem quase 36 anos e está encerrando a carreira. Talvez por isso não tenha entrado de início, mesmo sendo um jogo onde só a vitória interessava.
O primeiro tempo foi morno. A Ucrânia tinha mais posse, mas a Inglaterra perturbava nos contra-ataques. Nada que encantasse. No início do segundo, o Gerrard centrou, o goleirinho da Ucrânia deixou a bola passar e o Rooney não perdoou. Um a zero.
A Ucrânia passou a pressionar mais. Aos 18 minutos, o lance do jogo. A bola entrou ou não entrou? Eu acho que entrou. Mas para ter certeza, só com tecnologia. O chip na bola, que a Fifa não quer.
A partida continuou no mesmo tom. Ucrânia na pressão, Inglaterra no contra-ataque. O Sheva entrou aos 25, mas desta vez não fez milagre.
Ah, aquela bola!... Será que entrou?

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