Blog Bueno

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Votar em Sumpaulo - Ricardo Berzoini

MPB

Tuíte do Ricardão, que apoiou a aliança com o Maluf mas não é amestrado, a respeito do título do post abaixo:

@joelbueno Tá mais pra Tim Maia. Erundina: Me dê motivo pra ir embora... Haddad: Vou pedir pra vc voltar...

6 comentários:

Sérgio Vianna disse...

Tim Maia era um grande visionário desse momento atual.

Tem outra dele que se encaixa perfeitamente:

"Não sei por que você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus não pude dar...

Você marcou na minha vida
Viveu, morreu
Na minha história
Chego a ter medo do futuro
E da solidão
Que em minha porta bate...

E eu!
Gostava tanto de você
Gostava tanto de você...

Eu corro, fujo desta sombra
Em sonho vejo este passado
E na parede do meu quarto
Ainda está o seu retrato
Não quero ver prá não lembrar
Pensei até em me mudar
Lugar qualquer que não exista
O pensamento em você...".

Sérgio Vianna disse...

São tantas as postagens sobre a eleição paulistana que nem sei onde publicar meus pitacos.

Com a permissão de nosso blogueiro Joel Bueno vai ser aqui mesmo.

Esse debate me provocou a vontade de explorar a ocasião. Conforme Joel já salientou, esse "é um bom debate".

Como há muito não tínhamos essa oportunidade, não deixaremos passar o cavalo arreado.

Pra começar serão algumas reflexões, por enquanto duas. Mas pretendo explorar o tema ainda mais.

Sérgio Vianna disse...

REFLEXÕES – UMA PARTE

De repente, não mais que de repente, além do papel clássico do PIG em fustigar o PT e suas opções políticas, reapareceu a militância – petista e não petista – a discutir os limites éticos da política brasileira.

Fato muito positivo a retomada do debate pela militância. Muitos já pensavam esgotadas essas contendas, inclusive eu, depois de excessos pragmáticos que nos levaram ao afastamento da convivência partidária, acentuadamente controlada pelos aparelhos dos mandatos parlamentares. Estes se proclamam como a “nova direção” partidária, para o bem e para o mal.

A confessar que a governabilidade nos deixou com a boca torta, e o caminho até o pragmatismo foi até curto. Aceitamos com certa facilidade que o ônus de ser governo exigia contornos difíceis até para os artistas do Cirque Du Soleil.

Resta-nos esperar, com altas doses de esperança, que a retomada militante para as definições partidárias não se contenha nesse episódio Maluf/Erundina, os vencedores, e Lula/Haddad, os que terão que se explicar daqui ao infinito.

Erundina conseguiu encher o tanque do combustível que lhe marcou a vida política, a ética acima de tudo.
E vai para a sua próxima eleição parlamentar bastante turbinada pelos elogios recebidos nesse imbróglio, limpa, limpinha dos excessos pragmáticos da livre política partidária que nos assolou a todos.

Maluf já tirou o seu “sarro” comparando os benefícios aos banqueiros proporcionados pelo governo Lula que o deixam na posição de um comunista. Pois é, temos que ouvir!

Sobrou a Lula explicar que foi vítima de mais uma ação açodada da direção partidária, e que apenas cumpriu um papel. Vai ser difícil.

Ainda que verdadeira a sua contrariedade em comparecer à mansão malufista, além de sua consciência ninguém mais comprará essa versão, talvez nem a Marisa.

Para Haddad, o candidato, que entre outras bobagens terá que reescrever essa história do novo na política em São Paulo, tema já esgarçado pela Marta, precisará encontrar um ponto de equilíbrio nesse discurso com a companhia de Maluf na coligação. Haja Cirque Du Soleil.

Sérgio Vianna disse...

REFLEXÕES – OUTRA PARTE

Os símbolos são mais importantes que os fatos na política.

Não fosse assim, o episódio denominado Mensalão do PT não teria obtido a repercussão consagrada que teve, enquanto que o Mensalão de Minas (nota: nunca dito como Mensalão dos Tucanos), precedente, e o Mensalão do Arruda (não seria do DEM?), subseqüente, nunca obtiveram.

Ao PT não é permitida a transgressão ética, aos demais faz parte, numa tradução simplória.

A foto de Lula na mansão do Maluf foi um soco no estômago dos que não enxergam hipocrisia quando não há imagem exposta. A foto da montanha de notas sobre a mesa no escritório da Roseana Sarney não precisava de explicação. Sem a fotografia dos quatro milhões do Paulo Preto o assunto se transformou num hipotético e cínico preconceito racial.

Nossa democracia é muito jovem pra entender que aliança se faz com desiguais. Os iguais já estão no mesmo lado. Muitos dirão que os assemelhados é que tem a preferência, noutro esforço contorcionista. Ontem foi noticiada a criação de mais um partido, o trigésimo. Haja definição ideológica para tanto pragmatismo.

Nessa sopa de letrinhas todos são vítimas, enquanto não se buscar uma regra de contenção para a representação parlamentar baseada no percentual de votos obtidos (por exemplo).

Quem governa São Paulo, capital e Estado, é o adversário a ser batido. Assim é em qualquer democracia. Para tanto, quem tem viabilidade se proclama como liderança a conduzir o processo de mudança, e vai compondo alianças tantas quantas necessárias para o objetivo estabelecido.

O juízo de valor presente nos acordos deve ter seus limites. E o povo que decida quem tem a melhor proposta. Neste caso, do povo, também conhecido neste episódio como militância, houve a declaração do basta. Além disso, não! É a democracia do voto, da opinião, do poder de decidir. Muito bom que seja assim.

Vamos nos submeter a quem venceu a discussão. Por enquanto, a derrota foi no aquecimento da campanha eleitoral. Resta-nos encontrar uma solução para entrar em campo com um time capaz de disputar, não apenas fazer número.

Natal Antonini, no blog do Milton Ribeiro disse...

Com a permissão do blogueiro amigo, aí vai mais uma boa provocação:

Lula, Haddad e Maluf

Por Natal Antonini (publicado no Blog do Milton Ribeiro)

Vivemos numa democracia.

Numa democracia se governa para todos.

Para se ter um governo democrático de sucesso se deve fazer alianças.

O PP já faz parte da base do governo federal desde o inicio do governo Lula.

O PP resolveu apoiar o PT também em SP, o Maluf é um quadro do PP.

O Maluf é um ladrão FDP.

Os paulistas (que são muito burros) acham que o Maluf foi um ótimo prefeito.

O Maluf se elegeu deputado por SP com uma ótima votação.

SP está, desde o inicio dos governos tucanos, crescendo abaixo do que cresce o Brasil.

Os paulistas (que são muito burros, meeeeeesmo) continuam votando nos Tucanos.

Os Tucanos são aqueles políticos neo-liberais nada “tolinhos”, que quase venderam todo o Brasil.

Nos quais a maioria da juventude burguesa e mimada — com carros pagos pelos pais e camisas lavadas pelas mães – vota.

Essa mesma juventude que ocupava praticamente todas as vagas públicas das universidades brasileiras antes da existência das cotas.

O PT faz o melhor governo que o Brasil já teve.

O Lula quer estender para SP as políticas adotadas pelo PT.

O PT pratica a realpolitik desde que resolveu jogar em pé de igualdade com a direita.

Realpolitik (do alemão real “realístico”, e Politik, “política”) refere-se à política baseada em considerações práticas.

O PSTU é 100% coerente.

O PSTU não aceita a realpolitik.

O PSTU nunca vai ganhar uma eleição para colocar em prática parcelas do seu programa.

O sonho da direita é que o PT fosse o PSTU.

O PT não é o PSTU!!!

E a direita tomou…
Buenas… Não farei a rima óbvia.

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Nota final do autor do texto, baseada no foto de Lula, Haddad e Maluf se cumprimentando:

"Não nego que a foto abaixo me irrita. Mas a irritação não sobrevive a um pouco de raciocínio. Preferia que Maluf fosse tão idiota quanto um antipetista do gênero Reinaldo de Azevedo e tantos outros, mas ele não é".

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(inserido neste espaço pelo Sérgio Vianna)

Joel Bueno disse...

Política é show business, meu caro amigo Sérgio Vianna. Imagem é tudo.

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